domingo, 1 de maio de 2011
sábado, 30 de abril de 2011
GENTES DO MAR NO CAE - 14 de Maio a 12 de Junho

GENTES DO MAR é um trabalho de meses.
É uma enorme responsabilidade para mim retratar estas Gentes, ou seja, GENTES DO MAR.
GENTES DO MAR é o retrato de um dia dos muitos dias da vida destas Gentes (com quem tive o prazer de privar).
Sem rodeios, sou o “puto” que tira fotos todos os dias, e é assim que quero ser visto. Ponto final.
Andar de mão dada com a realidade é o meu objectivo, mesmo que, o sonho me tente.
Na verdade, não há truque: trabalho, e estudo todos os dias para realizar os meus sonhos - quero ser mais capaz.
Este olhar é de família. Foi-me incutido por todos. Obrigado.
Tenho um enorme desgosto não ter conhecido os meus avós, também eles GENTES DO MAR – este trabalho também é vosso - e para vocês.
Hoje, fotografar é fácil. Difícil é fazer fotografia. Eu tentei. Desculpem o atrevimento.
Hoje, fotografar é fácil. Difícil é fazer fotografia. Eu tentei. Desculpem o atrevimento.
Como disse Sebastião Salgado um dia: "Espero que a pessoa que entre nas minhas exposições não seja a mesma ao sair". Partilho da mesma opinião. É este o meu desejo nesta representação - GENTES DO MAR.
Estou contente, mas não estou satisfeito, confesso.
Citando Fernando Pessoa: “tenho em mim todos os sonhos do mundo…”
quarta-feira, 28 de julho de 2010

"A atenção ao “rumor do mundo” distrai-nos por vezes de “pequenas” zoeiras, mais próximas, mas que aos poucos se vão tornando “ensurdecedoras”. É o caso do talento de Pedro Cruz.
A fotografia, como a pintura, é “a arte” de - como dizia Brassaï, o grande fotógrafo francês de origem húngara – “dirigir o olhar”. É mesmo isso que faz o Pedro Cruz. Dirige-nos o olhar. Nas suas fotos do quotidiano (pedro não encena as suas fotografias) ele encaminha-nos sabiamente o olhar para aqueles segmentos da realidade em que nós, distraídos pelo rumor do mundo, nem sequer reparamos.
O co-autor do blogue “Outra Margem”, é um jovem “pas tout a fait comme les autres”; ao contrário do que é típico na sua idade (tem apenas 22 anos) não é daqueles que descobriram a pólvora seca das verdades insofismáveis; gosta mais de ouvir (e observar) do que de falar. O Pedro é um andarilho e, sobretudo, um observador incansável.
No seu olhar silencioso e perscrutador há algo que o distingue de um mero fotógrafo competente, algo intangível e difícil de descrever: uma sensibilidade poética; ou seja, aquilo que o torna capaz de, com enquadramentos ousados e um sentido da composição notável, transformar o mais banal retrato do quotidiano numa imagem carregada de sentido(s).
Embora ainda aprenda (Pedro estuda Ciências da Comunicação na UBI, Universidade da Beira-Interior), o seu olhar atento e fascinado pela beleza e pela tristeza do mundo ainda lhe permite, sem alardes nem baboseiras, a abstracção e o humor distanciado de um tão sintético quão despojado e minimalista retrato de si próprio como o que ilustra esta posta: uma obra-prima de um jovem, quando artista já consumado."
Fernando Campos, Síto dos Desenhos
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